A ABBA alcança crianças, adolescentes e jovens que sofrem com a pobreza e a violação de direitos. Criamos e coordenamos serviços de prevenção, intervenção, proteção e formação para que eles tenham seus relacionamentos fortalecidos e restaurados, suas diversas necessidades supridas, tendo a liberdade de crescer e se desenvolver com dignidade e responsabilidade. Para uma apresentação completa, acesse o nosso portfólio aqui.

Missão

Alcançar crianças, adolescentes e jovens em situação de risco e vulnerabilidade social a fim de fortalecer e restaurar seus relacionamentos.

Visão

Ser parte de um movimento nacional, criando e coordenando serviços nas áreas de prevenção, intervenção, proteção e formação, no contexto de risco e vulnerabilidade social, para que cada criança, adolescente e jovem de nosso país se desenvolva plenamente em todas as dimensões da vida, por meio de um convívio familiar que supre suas necessidades materiais, mentais, emocionais, sociais, morais e de um caminhar em proximidade e fidelidade a Jesus.

Nossos Valores

Fé Cristã
Fundamento central da identidade da ABBA. A fé cristã, conforme a encontramos nos textos bíblicos, permeia quem somos e o que fazemos. O evangelho abaliza nossas decisões e se expressa em nossas palavras, ações e na totalidade de nossa existência como organização e indivíduos.
Vida em Família
Cremos que o núcleo familiar é o melhor ambiente para o pleno desenvolvimento do ser humano. As famílias de nossos missionários, funcionários, voluntários e das pessoas atendidas em nossos serviços merecem nossa atenção prioritária. Olhamos para elas com graça diante das diversas situações em que vivem.
Interdependência
Prezamos pelos relacionamentos já estabelecidos e buscamos ampliar nossa rede de apoio. Indivíduos, instituições, igrejas locais, denominações eclesiásticas, agências e fundos missionários compõem uma rede de interdependência na realização do nosso trabalho.
Vida em
Comunidade
Buscamos criar uma vida em comum – uma comunidade –, que abrange todos os nossos missionários, funcionários, voluntários e as pessoas atendidas em nossos serviços.
Valor da criança,
adolescente e jovem
A dignidade de cada indivíduo é inerente a sua existência. Cremos na criação do ser humano à imagem e semelhança de Deus, conferindo direitos e responsabilidades a cada um, conforme suas habilidades e capacidades.
Justiça
Social
Acreditamos que o pleno desenvolvimento humano depende de certas condições materiais, mentais, emocionais, sociais e morais. A justiça (social) é imprescindível quando diversos grupos da sociedade carecem dessas condições.

Nossa História

A partir do trabalho com crianças, adolescentes e jovens que viviam nas ruas do centro de São Paulo, um grupo de colegas se comprometeu com a vida e os direitos humanos de crianças, adolescentes e jovens em situação semelhante. Desse compromisso de iniciativa cristã e voluntária nasceu a ABBA, em 1993, na cidade de São Paulo. Naquele momento, foi estabelecido o fundamento do trabalho da ABBA, a convicção de que nosso trabalho oferece a crianças, adolescentes e jovens em situação de risco e vulnerabilidade social o cuidado paterno de Deus.
Com origem aramaica, a palavra “ABBA” significa “pai”. Ela aparece em três textos bíblicos (Evangelho de Marcos, capítulo 14, versículo 36; Carta de Paulo aos Romanos, capítulo 8, versículo 15; Carta de Paulo aos Gálatas, capítulo 4, versículo 6), sempre seguida pela palavra “pai” (“ABBA, pai”). Nessas três ocorrências, a palavra é utilizada como uma referência a Deus como pai, especialmente numa situação de grande necessidade, como um pedido por cuidado e conforto que somente um pai ou uma mãe são capazes de dar. 
A partir desse conceito cristão, baseado na experiência do cuidado familiar, é que acreditamos na restauração de relacionamentos rompidos, que garantirão o suprimento das necessidades materiais, mentais, emocionais, sociais, morais e espirituais dessas crianças, adolescentes e jovens. Em nosso nome também temos a palavra Aslan. Trata-se da figura divina na famosa história de Crônicas de Nárnia, escrita por C. S. Lewis. Aslan, um leão, canta uma bela melodia e um novo mundo, cheio de cores e animais fantásticos, surge: o reino de Nárnia.
Apesar de belo, fértil e harmonioso, o reino de Nárnia, assim como o nosso mundo, é frágil e susceptível aos desejos egoístas de seus habitantes. Na parte mais conhecida da história, por ter sido a primeira a ganhar uma produção cinematográfica, Aslan resgata a dignidade de quatro irmãos, antes alienados de sua real identidade, capacitando-os para que possam ser os reis e as rainhas de Nárnia, tornando-o um reino belo, fértil e harmonioso novamente. Da mesma forma, o trabalho da ABBA tem o objetivo de contribuir para a construção de um mundo mais próximo daquilo que foi planejado por Deus.
Para tanto, alcançamos crianças, adolescentes e jovens em situações que os impedem de serem quem realmente são e de fazerem o que devem fazer. Trabalhamos pela proteção de seus direitos a partir de sua dignidade como seres humanos, para que essas crianças, adolescentes e jovens brasileiros possam contribuir, como reis e rainhas, para a construção de um mundo melhor. Ao longo dos anos, o trabalho da ABBA foi ganhando novas formas, mas sempre mantendo o mesmo fundamento. Por trás de cada etapa de desenvolvimento está uma nova percepção sobre
a experiência de risco e vulnerabilidade social de crianças, adolescentes e jovens, e como responder a isso adequadamente a partir de nosso fundamento. O envolvimento com aqueles que viviam em situação de rua levou à criação de abrigos e do serviço de acolhimento familiar; a busca por prevenir essa vivência de rua levou à criação de centros comunitários nas periferias da cidade; e a tentativa de dar mais condições de vida para quem vivia ali levou à criação de um serviço de formação profissional. Essas são as quatro frentes de atuação da ABBA: prevenção, intervenção, proteção e formação.
A cada passo dado, e cada mudança passada, a ABBA parece chegar mais próxima de sua visão: ver cada criança, adolescente e jovem de nosso país tendo condições de se desenvolver plenamente em todas as dimensões da vida, a partir do cuidado paterno de Deus. O envolvimento com aqueles que viviam em situação de rua levou à criação de abrigos e do serviço de acolhimento familiar; a busca por prevenir essa vivência de rua levou à criação de centros comunitários nas periferias da cidade; e a tentativa de dar mais condições de vida para 
quem vivia ali levou à criação de um serviço de formação profissional. Essas são as quatro frentes de atuação da ABBA: prevenção, intervenção, proteção e formação. A cada passo dado, e cada mudança passada, a ABBA parece chegar mais próxima de sua visão: ver cada criança, adolescente e jovem de nosso país tendo condições de se desenvolver plenamente em todas as dimensões da vida, a partir do cuidado paterno de Deus.

Depoimentos

  • O salão onde a Casa Semear começou ficava do lado da minha casa... No começo parecia muito legal, por causa do artesanato e eu sempre gostei dessa coisa manual... A ABBA é diferente. É claro que tem o aspecto religioso, de Deus. Isso é muito bom. Mas as pessoas amam o que elas fazem, não são obrigadas a fazer. E isso traz para gente a mensagem: ‘Eu estou aqui porque eu amo a sua vida. Eu invisto nisso. Eu estou aqui porque eu te amo’. Amor. Isso faz com que as pessoas voltem, gostem e se sintam acolhidas. Eu me senti muito acolhido. Você se sente seguro quando você percebe que existe um amor... Eu me senti muito amado ali. O que a minha família não pôde proporcionar para mim, eles proporcionaram. Algo mais que isso. Eu pensava, Alan, você fez muita besteira na sua vida e essas pessoas não desistiram de você. E você voltou, como o filho pródigo e essas pessoas abraçam você. E hoje elas investem em você... Lembranças muito boas que eu tenho é que a gente saía para passear, ir numa praça, brincar. Eu me sentia tão feliz com uma coisa tão simples. Isso era algo que eu não tinha com a minha família.
    ALAN, 27 ANOS, ENTROU NA CASA SEMEAR COM 12 ANOS E HOJE É UM DOS EDUCADORES DO SERVIÇO
  • “A diferença da ABBA era o carinho que tinham com as crianças. Era mais carinhoso, eram poucas crianças... Não era como outros lugares que eu já passei... Se a pessoa que está instruindo você, está educando, for uma pessoa boa, você vai seguir no caminho certo. Agora, se a pessoa for ruim, você vai pelo caminho errado. Uma coisa que eu aprendi na ABBA foi a prestar mais atenção no que eu estava fazendo. Eu sempre fui muito explosivo, então quando eu entrei lá, eu vi como era diferente. Então eu vi que tinha que prestar mais atenção nas minhas atitudes, com os tios, com os meninos... Então eu comecei já a prestar mais atenção no que estava acontecendo ao meu redor”.
    ARLINDO, 30 ANOS, CHEGOU ATÉ A ABBA COM 10 ANOS DE IDADE, PASSANDO POR DIFERENTES SERVIÇOS, E HOJE É FUNCIONÁRIO DA SÓLIDO MÓVEIS, SERVIÇO DE FORMAÇÃO DA ABBA