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Aconteceu no Pérolas: Formação de Novas Famílias Acolhedoras

Processo de chegada e formação de novas famílias acolhedoras

Aqui no Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora Pérolas Santo Amaro, é sempre uma alegria para a equipe técnica receber novas turmas para formação de famílias acolhedoras, pois elas são parte fundamental do nosso serviço. Elas irão acolher temporariamente crianças e/ou adolescentes que se encontram em medida protetiva, oferecendo cuidado, proteção integral e convivência familiar e comunitária, em suas residências.

O acolhimento familiar é uma política pública que depende diretamente da participação da sociedade. Por essa razão, um dos nossos desafios é encontrar famílias com o perfil e a disponibilidade para atender à demanda deste serviço de acolhimento. Durante de acolhimento a família acolhedora assume todos os cuidados diários da criança e/ou adolescente, oferecendo amor, afeto e proteção na convivência familiar, com muito aprendizado e comprometimento.

Quanto ao processo de chegada e formação de novas famílias acolhedoras, este se inicia com a divulgação, sensibilização e apresentação do serviço, de seus objetivos, dos critérios e as responsabilidades relacionadas ao acolhimento.

Após a manifestação de interesse e a participação em reunião informativa, a família é inserida no processo de avaliação, conduzida pela equipe técnica com assistente social e psicólogo. Após esta etapa, tem a entrega da documentação  exigida, formulários devidamente preenchidos e uma entrevista.

Na sequência, as famílias participam do processo formativo de capacitação, com conteúdo programado e caráter reflexivo, abordando aspectos técnicos, jurídicos, éticos e emocionais relacionados à medida protetiva.

Por fim, são realizadas uma visita domiciliar, estudo psicossocial, avaliação técnica e aprovação final para habilitação no serviço.

É importante ressaltar que durante todo o período de acolhimento a equipe técnica mantém acompanhamento contínuo junto às famílias acolhedoras, às crianças acolhidas e às famílias de origem, com de atendimentos, visitas domiciliares, reuniões e articulação com a rede de serviços, assegurando a efetividade da medida de proteção.

O Serviço de Família Acolhedora atua em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), favorecendo o cuidado e proteção integral e a garantia do direito à convivência familiar e comunitária.

O art. 19 do ECA assegura à criança e ao adolescente o direito à convivência familiar e comunitária, sendo garantido o desenvolvimento em ambiente que promova sua proteção integral, dignidade e bem-estar, bem como o direito de ser criado e educado no seio de sua família e, excepcionalmente, em família substituta, sempre resguardados seus direitos fundamentais.

Sendo assim, seguimos com este trabalho desafiador mas cheio de alegrias, no objetivo de transformar histórias juntamente com estas famílias que se dedicam com tanto amor.

Incluímos aqui, ainda, breve relato de um casal participante da capacitação  de novas famílias acolhedoras, realizada neste semestre 

“Meu nome é Amanda Lucena. Quero agradecer a toda a equipe técnica; fazer parte dessa capacitação me fez adquirir muito conhecimento ao longo de cada módulo. Fui aprendendo e buscando informações sobre os assuntos. Sei que não para por aqui e que já sou uma pessoa diferente do início da capacitação. Uma mulher com olhar mais atento e generoso. Sei que terei desafios, mas já me sinto grande antes de acolher e acredito que no processo de acolhimento serei bem maior. Gratidão é a palavra que define esse momento da minha vida.”

“Prazer, meu nome é Anderson. Tive a oportunidade de conhecer o projeto por meio da minha esposa e, ao longo do treinamento conduzido com excelência pela equipe técnica pude compreender mais profundamente a história do acolhimento, do cuidado e da adoção no Brasil.

Sei que esse é um caminho longo de aprendizado contínuo, mas observar a dedicação e o amor com que o projeto cuida de crianças que já enfrentaram tantas dificuldades é algo que me enche de alegria e esperança.


Desejo continuar fazendo parte dessa iniciativa e, em breve, poder impactar positivamente a vida de alguém. Confesso que me surpreende não haver filas de famílias interessadas em participar desse trabalho tão transformador. Na minha visão, somos nós os maiores beneficiados por termos a oportunidade de cuidar, acolher e oferecer o nosso melhor a essas crianças e, se Deus permitir, por muito tempo.”

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