O Evangelho que nos acolhe e nos faz família!

“Pois tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; era estrangeiro, e vocês me acolheram.”
Mateus 25:35
O Evangelho nos apresenta um Deus que se aproxima, acolhe e restaura. Jesus não apenas pregou sobre o amor — Ele o viveu de forma concreta, especialmente junto aos mais vulneráveis. Ao longo de sua caminhada, vemos um Cristo que acolhe crianças, estrangeiros, órfãos, viúvas e todos aqueles que estavam à margem.
Ser Família Acolhedora é uma expressão viva desse Evangelho em ação.
É abrir a casa, mas sobretudo o coração; é oferecer cuidado, proteção e presença a uma criança ou adolescente que, por um tempo, precisa experimentar segurança e amor.
Assim como Cristo nos recebe como somos, a família acolhedora se dispõe a ser instrumento desse amor, mesmo sabendo que o acolhimento é temporário.
O acolhimento exige renúncia, empatia e fé. Nem sempre é fácil amar sem garantias, cuidar sabendo que haverá despedidas.
No entanto, o Evangelho nos lembra que o amor verdadeiro não se mede pela duração, mas pela entrega. Quando acolhemos, participamos do ministério de reconciliação e esperança que Deus confiou à sua Igreja.
Ser família acolhedora é, portanto, testemunhar o Evangelho com atitudes: é dizer com a vida que nenhuma criança é invisível aos olhos de Deus e que o cuidado também é uma forma de pregar.
"A fé se torna visível quando o amor se transforma em cuidado.

Regiane Gondim
Regiane Gondim, atua como Pedagoga no Serviço de Família Acolhedora Pérolas Jabaquara.
Também é psicóloga e educadora parental, com experiência voltada ao desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, ao fortalecimento de vínculos e à orientação de famílias.
Apaixonada pelo acolhimento familiar, acredita no papel transformador da educação como instrumento de proteção, garantia de direitos e construção de trajetórias mais seguras.




